O novo consignado para trabalhadores CLT teve uma procura enorme logo nos primeiros dias. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mais de 40,1 milhões de simulações foram feitas entre sexta-feira (21) e domingo (23), com 4,5 milhões de pedidos de proposta e 11.032 contratos efetivamente fechados pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
A modalidade faz parte do programa “Crédito do Trabalhador”, criado para ampliar o acesso ao empréstimo consignado para empregados da iniciativa privada, incluindo:
trabalhadores com carteira assinada;
empregados domésticos;
trabalhadores rurais;
contratados por MEI.
O modelo funciona com desconto direto em folha de pagamento e usa dados do eSocial para análise pelas instituições financeiras. O governo afirma que a medida pode beneficiar até 47 milhões de trabalhadores e oferecer juros menores do que os praticados em linhas tradicionais de crédito pessoal.
Entre as regras divulgadas:
o comprometimento máximo é de 35% do salário;
é possível usar até 10% do saldo do FGTS como garantia;
também pode ser usada a multa rescisória em caso de demissão.
Apesar da grande adesão inicial, o tema já gera debates sobre risco de superendividamento. Em fóruns e discussões online, alguns trabalhadores relataram preocupação com parcelas elevadas e juros ainda considerados altos em determinadas ofertas.

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